Campos que a obra trata
A obra sendo vincadamente sistemática propõe-se tratar todos os campos de investigação da filosofia dividindo-se em cinco partes (sobre Deus, a mente, as paixões, a escravização do homem em relação a estas e a possibilidade da sua libertação delas) que correspondem a um percurso que partindo das questões mais fundamentais da metafísica, e passando pela teoria do conhecimento, chega por fim à ética com o objectivo preciso de formular uma teoria da felicidade humana https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica_(Espinoza)
Base de sua filosofia
Entre os marcos de referência de Espinoza, vale a pena mencionar filósofos antigos, como Platão, Aristóteles e os estoicos; os pensadores judaicos da Idade Média, como Maimônides; os filósofos da cena europeia dos séculos XVI e XVII, como Francis Bacon, Thomas Hobbes e, especialmente, Descartes.Sobre este último, em particular, Espinoza é em alguns aspectos muito próximo, ainda que em muitos outros aspectos importantes se afaste claramente, criticando Descartes muitas vezes de uma forma mais ou menos direta https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica_(Espinoza)
Objetivo da obra
O objetivo da obra era o mesmo dos seus textos anteriores, ou seja, o de proporcionar uma doutrina metafísica, epistemológica, psicológica, ética e teológica capaz de permitir ao homem atingir o verdadeiro bem. No entanto, temendo reações semelhantes às que já tinham provocado, anteriormente, a divulgação de algumas das suas ideias https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica_(Espinoza)
Relação com Hegel
Espinoza também foi uma figura importante para Hegel, que avançou na sua defesa contra as acusações de ateísmo que haviam sido levantadas, afirmando que ele, longe de negar Deus, tinha pelo contrário argumentado que havia apenas Deus, e, portanto, havia negado a efetiva realidade do cosmos; para Hegel, portanto, não era um ateísmo, mas um acosmismo, em que apenas Deus (isto é, a substância com os seus atributos) tem uma realidade afirmativa e a natureza (isto é, o conjunto de modos, finitos e infinitos) é uma determinação, isto é, uma negação, de Deus, não tendo portanto uma existência autónoma;Hegel, portanto, que também considerou o espinozismo o princípio necessário de qualquer filosofia, censurou Espinoza por não ter encontrado uma dialética capaz de superar os dois momentos da afirmação e da negação, e de não ter sabido, em seguida, garantir a autonomia (e a dinâmica) do finito relativamente ao infinito (estática) da substância divina. Hegel também esclareceu uma afinidade do pensamento de Spinoza com a filosofia oriental (afinidade já observada por Bayle e Malebranche e explorada depois por outros autores)quanto à intuição da identidade absoluta, a qual está na base tanto do sistema de Espinoza (sob a forma do conceito da unidade da substância oposto, por exemplo, ao dualismo cartesiano) como das noções orientais. https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica_(Espinoza)
Ficha (Estrutural) - TSI (Título – Subtítulo – Índice) - Hipótese de trabalho inicial
Análise do Título
… em Filosofia, a ética, filosofia ética (do grego ἠθική [φιλοσοφία]) ou filosofia moral (do latim mos, mores) é a disciplina filosófica que estuda os fundamentos da ação moral, procurando justificar a moralidade de uma ação e distinguir as ações morais das ações imorais e amorais. A Ética procura responder a várias questões de âmbito moral, sendo as principais: Como devemos viver? ou Como devemos agir? Fonte: Wikipedia
Análise do Subtítulo
Demonstrada segundo a ordem geométrica, e dividida em cinco partes, nas quais são tratados
- demonstrar: método
- segundo: referente
- ordem geométrica: referente a geometria
Análise do Índice
Primeira Parte: Deus
Nos sistemas de crenças monoteístas, Deus é geralmente visto como o ser supremo, criador e principal objeto da fé. Nos sistemas de crenças politeístas, um deus é “um espírito ou ser que se acredita ter criado, ou que controla alguma parte do universo ou da vida, motivo pelo qual tal divindade é frequentemente adorada”. A crença na existência de pelo menos um deus é chamada de teísmo. Muitas vezes acredita-se que Deus é a causa de todas as coisas e, portanto, é visto como o criador, sustentador e governante do universo. Frequentemente considerado incorpóreo e independente da criação material, enquanto o panteísmo sustenta que Deus é o próprio universo. Deus às vezes é visto como onibenevolente, enquanto o deísmo sustenta que ele não está envolvido com a humanidade, sendo separado da sua criação. Fonte: Wikipedia
Segunda Parte: A natureza e a origem da mente
Natureza: essência Mente: razão
Terceira Parte: A origem e a natureza dos afetos
Origem: originário
Natureza: essência
Afetos: um estado da alma, um sentimento
Quarta Parte: A servidão humana ou a força dos afetos
Servidão: submissão Humana: do ser humano Força: impulso, capacidade Afetos: ou: sinônimo
Afeto (affectus ou adfectus em latim) é um conceito usado em filosofia por Spinoza, Deleuze e Guattari, o qual designa um estado da alma, um sentimento.
Quinta Parte: A potência do intelecto ou a liberdade humana
Potência: possibilidade Intelecto: da razão Liberdade: limite ou: sinônimo
Resumo
O título do livro diz respeito a ética, que tem relação aos fundamentos da ação moral, nesse sentido, buscará responder perguntas como “Como devemos viver” ou “Como devemos agir”.
O subtítulo mostra que o autor irá demonstrar seguindo o método lógico usado na geometria (dedutivo).
A obra se divide em 5 partes. Na primeira parte trata-se de Deus, que pode ser entendido como um ser supremo, como a causa de todas as coisas. Na segunda parte da obra se entender sobre a essência das coisas a partir da razão. Na terceira parte, o objetivo é entender a origem e a essência desses afetos, que são como “um estado da alma, um sentimento”. Na quarta parte, como esses afetos estão relacionados e impulsionam um estado de submissão do ser humano. Na quinta parte, se associa a liberdade humana, ou seja, a saída desse estado de submissão as possibilidades que podem ser atingidas (ou seja, potência) da razão, de si próprio através do seu intelecto.
COPIE
Nota Edição
A edição busca um texto em consonância com o português usado atualmente, respeitando as pesquisas clássicas sobre a obra tanto quanto as lições mais recentes de renomados professores.
A redação da Ética estrutura-se em torno das proposições (equivalente aos teoremas matemáticos) e os outros elementos, (demonstração, escólios, corolários) estão referidos às respectivas proposições, portanto, na edição buscou-se uma solução gráfica que facilitasse estabelecer essas relações.